Alto Desempenho, Liderança e Decisão: lições de um campeão mundial
A entrevista com Carlos Caetano Bledorn Verri, o capitão Dunga, tratando da aplicabilidade do Método Zeleny em equipes de alto desempenho.
O capitão do tetra. Ídolo de uma geração. Ele afirma que para liderar não é necessário ter uma faixa no braço. Liderar é saber tomar decisões, criar confiança nos liderados e, sobretudo, falar a verdade.
CARLOS CAETANO BLEDORN VERRI, mais conhecido como Dunga. O capitão do tetracampeonato do Brasil na Copa do Mundo de 1994. Este é um dos maiores líderes do esporte em classe mundial como capitão e treinador, Dunga é um verdadeiro campeão dentro e fora dos campos. Palestrante e líder social, ele dirige o projeto Seleção do Bem 8 – auxílio às comunidades e instituições que atendem famílias em condições de vulnerabilidade social.
Em 2024, Dunga conheceu o Método Zeleny: Tecnologia de Gestão Executiva. Muito atento, rapidamente absorveu cada nuance da Ciência das Redes. Falou sobre conexões entre atletas e organizações. Discutiu sobre competência e coesão de grupos. Para Dunga, todos somos líderes e precisamos aprender a tomar decisões. Convicto, discreto, mas muito entusiasmado, Dunga é um defensor de métodos para decisão.
Em uma tarde de verão, Dunga conversou com Dr. Ronald Concer sobre gestão e a aplicabilidade da Ciência das Redes em ambientes de alto desempenho. A entrevista aconteceu na sede da Seleção do Bem 8, em Porto Alegre. O reconhecimento do Método Zeleny como tecnologia de gestão em grupos que almejam o alto desempenho é revelador: Dunga ressalta que a grande falha das organizações é a inexistência de métodos para alcançar os objetivos. A seguir, uma versão sintetizada e editada da conversa.
CONCER: O Método Zeleny tem causado um certo incômodo em algumas empresas. Já percebi diretor demonstrar preocupação frente à tecnologia pois, segundo ele, poderia se expor ou até revelar as fragilidades do grupo.
DUNGA: As pessoas não gostam que falem a verdade. Mas é exatamente isso o que um líder precisa saber fazer. Tu podes repetir vinte vezes a verdade, nunca errará. Se tu falares algo falso, precisará corrigir e corrigir tantas vezes até um ponto que vai se contradizer. Alguns não vão gostar que tu, como líder, fales a verdade. Vão te olhar com cara feia. Mas depois, vão perceber que podem confiar naquele líder. Esse líder é honesto, ele fala a verdade. Falar a verdade cria confiança na liderança.
CONCER: Já notei que sobrevalorizam o perfil conciliador perante o criterioso.
CONCER: Já notei que sobrevalorizam o perfil conciliador perante o criterioso.
DUNGA: Sempre haverá aquele que quer agradar a todos – aquele profissional que jamais diz “não”. Isso não é liderança. O líder tem que ser alguém que trata todo mundo igual e diz a verdade. Harmonia em grupos? Harmonia é quando tem resultado! É quando ganha o jogo. No Brasil, as pessoas assistem o futebol e acham que grupo unido é quando todo mundo se abraça e se beija. Se algum jogador pretende agradar a todos, no caso do Zeleny, só marcar “sim” e quiser se vender como o “queridinho” do grupo, saiba, dentro do meu grupo, não funcionará. O “queridinho” do treinador é aquele que resolve o meu problema. Se ele não resolver, de nada vai adiantar essa simpatia.
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PARA CITAR:
CONCER, R. Alto Desempenho, Liderança e Decisão: lições de um campeão mundial. Dr. Ronald Concer | Pesquisa Operacional e a Ciência da Redes comentada, 2025. Disponível em: https://ronaldconcer.blogspot.com/2025/10/alto-desempenho-lideranca-e-decisao.html
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