Ainda sobre a Teoria e a Prática: uma lição definitiva e indecente
No tocante à vulgarização dessa dicotomia, a questão levantada versa sobre a essência das capacidades necessárias para a resolução de problemas ou melhoria das competências profissionais. A “teoria” é construída a partir do mapeamento “prático”. Trata-se de movimento quase tautológico que revela sumariamente sua indissociação. Seria idêntico comparar aquele que compra armas sem ter jamais disparado um único tiro ou quem surrupia livros da biblioteca para mantê-los numa estante pessoal sem nunca tê-los aberto. Insisto. Nenhum pesquisador na área de negócios se satisfaz com seu nome impresso no Lattes, à exceção daquele que limita sua ambição intelectual às fronteiras do prédio que trabalha (ou é dono), por vezes, exibindo surtos de grandeza aristocrática perante o círculo social que o sustenta. E, ao pensar na sociedade e suas peculiaridades, é possível imaginar diversas cenas daqueles que sustentam esse deplorável dualismo.
A menção ao aspecto “teórico” remanesce naqueles trechos das aulas aos quais o aluno não pôde se dedicar, sob a justificativa de falta de tempo... ou seria, falta de aptidão mental? Enfim, a resolução “prática” daquele que busca o certificado de “MBA” em negócios está na realização do curso em cidade afastada do local onde reside. De forma ainda “prática”, algumas escolas de negócios oferecem os cursos sem aferir o baixo desempenho do aluno. Cursar o MBA em outra cidade é um disfarce “prático” padrão: a única inovação é quando a esposa solicita os gabaritos da prova final ao professor, digamos, de maneira “privada” e por sugestão do próprio marido. E quanto à aplicação do MBA nos problemas da organização? Isso será visto depois... e com outra solução “prática”.
***
Caso a questão não esteja clara ao leitor, buscarei uma alternativa nos próximos parágrafos. Advirto que aqui colocarei a prova minhas capacidades didáticas e narrativas. Assim, prossigo.
Conta-se que um menino chamado Guilherme, inapto e mimado pré-adolescente, precisava fazer um trabalho escolar sobre a diferença entre a teoria e a prática. Guilherme dispunha de uma tutora que visitava diariamente a casa para os deveres da escola. Sua mãe era incapaz de auxiliá-lo. O pai era o típico brasileiro pretencioso que jura tudo saber: constantemente ausente naquela casa, sob o pretexto das obrigações no hospital em que diz trabalhar e outros compromissos adjacentes à vida de um homem libertino.
Cansado da preceptora e carente de atenção familiar, o menino buscou o pai em uma de suas breves passagens pela casa:
— Pai, qual é a diferença entre a teoria e a prática?
Conhecendo bem a sua casa, o pai imediatamente apanha um charuto Dona Flor que mantém numa mesa da antessala, próximo de um velho piano que ninguém toca.
— Olha, para eu te explicar isso, você precisará fazer uma coisa. Vá falar com a tua irmã e pergunte se ela transaria com um sujeito qualquer por 1 milhão de dólares.
Guilherme achou estranho. Pensar isso da própria filha? Não vendo saída, subiu as escadas do sobrado e entrou no quarto da irmã, Beatrix.
— Bia, você transaria com um homem qualquer por um milhão de dólares?
— Bia, você transaria com um homem qualquer por um milhão de dólares?
— Mas é claro que sim! - Responde instantaneamente a jovem universitária que já dispunha de trajetória sexual consolidada. E no final, acrescenta, radiante: “ - Onde está o homem para eu começar?”
Um tanto atônito e com alguma vergonha, Guilherme retorna ao seu pai e transmite a informação coletada. Satisfeito com o sucesso da etapa proposta, o brasileiro prosseguiu:
— Agora pergunte para tua mãe se ela transaria com um homem qualquer por um milhão de dólares.
O menino não se dava bem com a mãe. Christina era uma mulher na faixa dos 43 que se casou por pura conveniência. Era uma mãe severa, mas nunca mostrou aptidão por qualquer assunto que exigisse empenho intelectual. Ademais, uma péssima atriz: interpreta o papel de mãe dedicada, modifica até o timbre da voz perante seu ciclo social para disfarçar a ganância e promiscuidade hereditária, legado desde a geração anterior.
— Se eu transaria? Óbvio que sim meu filho. Você sabe quanto é um milhão de dólares? Traga logo o homem para cá que eu transo até cansar. - pronunciou a mãe, com bastante naturalidade.
Um tanto atônito e com alguma vergonha, Guilherme retorna ao seu pai e transmite a informação coletada. Satisfeito com o sucesso da etapa proposta, o brasileiro prosseguiu:
— Agora pergunte para tua mãe se ela transaria com um homem qualquer por um milhão de dólares.
O menino não se dava bem com a mãe. Christina era uma mulher na faixa dos 43 que se casou por pura conveniência. Era uma mãe severa, mas nunca mostrou aptidão por qualquer assunto que exigisse empenho intelectual. Ademais, uma péssima atriz: interpreta o papel de mãe dedicada, modifica até o timbre da voz perante seu ciclo social para disfarçar a ganância e promiscuidade hereditária, legado desde a geração anterior.
— Se eu transaria? Óbvio que sim meu filho. Você sabe quanto é um milhão de dólares? Traga logo o homem para cá que eu transo até cansar. - pronunciou a mãe, com bastante naturalidade.
Guilherme se apavorou. A própria mãe? Embora já desconfiasse da conduta de sua progenitora, não sabia como contar ao pai. Procurou-o por toda a casa e o encontrou entrando no Cooper preparando-se para sair. Aproximou-se, com a cabeça baixa. Hesitante, não sabia como contar.
— Pai... ela também disse que sim... – balbuciou.
Orgulhoso da confirmação do estratagema, solenemente, o pai brasileiro conclui da lição.
— Pois bem meu filho, essa é a diferença que você aprende hoje: na teoria, aqui na nossa casa temos dois milhões de dólares; na prática, nós temos duas putas.
Todo e qualquer personagem, imagem, cenário ou situação eventualmente percebido como semelhante a pessoas, fatos ou contextos reais é inteiramente fictício. Qualquer eventual semelhança com nomes, pessoas, características físicas ou psicológicas, condutas, fatos, eventos ou circunstâncias reais é absolutamente fortuita, involuntária e não intencional.
As imagens não têm por objetivo ofender, difamar, denegrir, expor, ridicularizar ou causar dano moral, material, à honra, à imagem, à reputação ou à privacidade de terceiros, tampouco imputar comportamentos, intenções ou valores a indivíduos ou grupos reais.
— Pai... ela também disse que sim... – balbuciou.
Orgulhoso da confirmação do estratagema, solenemente, o pai brasileiro conclui da lição.
— Pois bem meu filho, essa é a diferença que você aprende hoje: na teoria, aqui na nossa casa temos dois milhões de dólares; na prática, nós temos duas putas.
PARA CITAR:
CONCER, R. Ainda sobre a Teoria e Prática: uma lição definitiva e indecente. Dr. Ronald Concer | Pesquisa Operacional e a Ciência da Redes comentada, 2021. Disponível em: https://ronaldconcer.blogspot.com/2021/12/ainda-sobre-teoria-e-pratica-uma-licao.html
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ADVERTÊNCIA
Essa é uma anedota popular de autor desconhecido. O texto foi reescrito baseado numa situação totalmente fictícia com intuito de divertir os leitores desse espaço. Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações com eventos reais é mera coincidência. Agradeço a todos pelas visitas . Feliz ano novo!
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